Quando a minha família se reúne, é sempre o acontecimento do ano, não importa quantas vezes. No Natal desse ano, todo mundo apareceu sem avisar aqui em casa na segunda (dia 24), e lá se foi o meu pai emprestar colchão de outros parentes. Quase sempre é assim, “nunca dá certo quando a gente planeja, né!”, tudo bem. Não sei o que acontece, mas as pessoas PRECISAM dormir aqui, por mais que existam outros parentes e/ou hotéis na cidade. Tudo bem, esse ano não precisei dormir no sofá nenhuma vez. As mulheres foram pra cozinha, e nós, todo o resto, tios, pai, primos, irmão, cachorros, fomos pra um quarto escuro e vazio que tem aqui em casa, com uma bolinha fluorescente daquelas de borracha que pulam enlouquecidamente e doem pra caramba quando acertam, e olha que acertam. Todo mundo gritando e se chutando, paramos antes que alguém saísse chorando. Levei um chute na canela do meu primo adolescente que cresceu assustadoramente durante esse ano, e um outro chute na mão do meu irmão que, desconfio, foi proposital. Por pouco não fui eu a sair chorando. O ano em que brincamos de “Titio na Minha Casa” (uma variação do Gugu na Minha Casa, mas meu tio apresentava e filmava ao mesmo tempo), achei que seríamos convidados gentilmente a nos mudarmos do prédio. Acho que é o espírito natalino que amolece o coração dos síndicos. Agora moramos numa casa onde cabem uns 4 carros na garagem, porque nunca se sabe.
Teve o Natal do ano passado que não teve ceia, saímos do culto de Natal (que sempre acaba mais tarde por causa das crianças vestidas de animaizinhos e tudo mais) e fomos procurar pizza pra comprar. Acabou tudo em pizza, graças a Deus. E teve o Natal memorável em que eu descobri que Papai Noel não existe, porque a barba do meu tio tava meio torta (leia-se grande quantidade de álcool etílico no sangue) e ele empunhava uma varinha, que descia sem dó em quem aparecesse na frente.
Amanhã vamos pra Curitiba passar o Ano-Novo (tudo planejado por telefone hoje), e na quarta vamos todos pra Itapoá-SC (tudo planejado no almoço de Natal, porque se planejar com muita antecedência, sabe como é!) curtir o litoral em família. Espero que a Letícia (2 anos) não continue roubando a chupeta do Nicolas (3 anos), e que a Juliana Paes não ligue pra minha prima de novo. De qualquer forma, comprei fones de ouvido novos e de boa qualidade, pra eventualidades como essas.
(Preciso parar com essa mania de usar parênteses demais)
E prometo que vou deixar esse blog decente um dia desses. Assim que eu tiver um mouse, arrumo tudo. Um dia desses. Com um mouse. Decente. O blog e o mouse.

